Bloquinho Virtual
terça-feira, 29 de março de 2011
Mudamos
Depois de tantos anos, este Bloquinho mudou-se. A casa nova é muito bonitinha, fruto de investimento e refletirá o sinal da mudança, de novos tempos! Anote o novo endereço e apareça por lá sempre que quiser:
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quinta-feira, 24 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
Estamira - do Picica
"Estamira" relata fielmente a vida de uma senhora tachada como louca pela família e médicos, porém de uma lucidez incrível. Este foi o primeiro documentário do originalmente fotógrafo Marcos Prado. Vencedor de um total de 23 prêmios nacionais e internacionais conta a história de Estamira, mulher simples de vida difícil que encontra no lixão uma possibilidade de sobrevivência.
Essa senhora de 62 anos de idade renega a Deus por diversas razões e é capaz de explicar todos os fenômenos naturais e humanos de forma lúcida, eloqüente e ao mesmo tempo questionadora. Ela é uma prova de que as pessoas têm sim a capacidade de pensar e agir de forma contrária à padrão e se manterem intelectualmente ativas, embora os arrogantes psiquiatras que a tratam discordem desse conceito, preferindo dopá-la à ouvi-la.
Estamira não é uma mulher estudada, pelo contrário, mal sabe ler já que durante a infância passou por maus bocados que, no decorrer do documentário, servem para explicar suas crenças e instabilidade emocional.
A direção de Marcos Prado foi brilhante, ele não tentou apenas dar voz à Estamira, ele também buscou uma forma de tornar visível sua existência para que servisse de exemplo "nu e cru" para todos aqueles que venham a se interessar por tentar compreender o mistério que é o ser humano...
Links relacionados:
http://www.cinemaemcena.com.br/estamira/blog.asp
http://www.estamira.com.br
Para ver o documentário na íntegra, acesse: http://www.youtube.com/user/documentarioz#g/c/A5E0EE50E72D89D6
Fonte
domingo, 6 de março de 2011
Molho-terapia
Segundo a minha mãe, um bom prato começa sempre com um excelente mise-en-place. Para mim, esta primeira etapa da preparação é altamente terapêutica e prazerosa.Ela me ensinou muito bem a arte de limpar, fatiar e picar os mais variados tipos de ingredientes. Me lembro de quantos sábados fiquei com as mãos amarelas de tanto picar tomates, cenoura, pimentões (tire aquele fiozinho branco de dentro, ela repetia sempre), alho... E conforme o tipo e quantidade de pratos que ia preparar no dia, minha tarefa com os pimentões envolvia quadrados médios, tirinhas finas e pedacinhos minúsculos. O mesmo com a cebola. E eu adorava. Nunca me importei em ficar com os dedos cheirando a alho - abafa o caso, mas parece que isso se tornou um fetiche pra mim, antes dos 10 anos!
Enquanto eu fazia tudo isso e ia separando cada qual em um potinho diferente, pensava em várias coisas. Se havia algum conflito pessoal na data específica, eu aproveitava aquele longo período de introspecção para refletir e re-refletir sobre ele, alternando com idéias de receitas em que eu (se fosse a dona das panelas) poderia aproveitar tudo aquilo e intercalando com algum bate papo com quem estivess em volta.
Depois da missão cumprida, eu a observava no preparo de cada coisa, sempre tentando fugir da cozinha antes que viesse o convite pra lavar a louça. Gostava especialmente de algumas coisas, como preparar o patê de fígado temperado com noz moscada, mostarda e salsinha (que eu praticamente transformava em pó, com a faca - o segredo é ela estar bem sequinha).
Logo aprendi o truqezinho do açúcar para tirar a acidez do molho de tomate e que quanto mais afiada estiver a faca, menos doído é para picar a cebola.
E então percebi, ao longo dos anos, que cozinhar era algo que me relaxava. E eu recomendo: depois de um dia de trabalho estressante, passe no mercado, compre o que for necessário e se entregue ao preparo de um molho de tomate. No fim, além de um prato delicioso - que tal uma massa fresca? - você possivelmente terá resolvido suas emoções em relação aos problemas do dia e dormirá mais relax!
Ah, e se tomar uma tacinha de vinho e escutar uma boa música enquanto cozinha, o resultado terapêutico será consideravelmente potencializado.
Hoje fiz um molho. Com a bagunça da mudança da minha mãe, os tempero ainda estão perdidos, mas achei um caldo provençal e uma garrafa de vinho branco que deram um toque totalmente especial!
sábado, 5 de março de 2011
Batata da Elô

A minha mãe tem uma prima chamada Elô. Na verdade, a Elô foi a "filha mais velha" da minha mãe por muitos anos. O primeiro salário que ela ganhou como professora do estado, no Rio de Janeiro, gastou quase inteiro em presentes para a priminha mais nova, que morava com ela. O tempo passou, a vida tomou outros rumos e hoje nos vemos muito pouco - nós e a Elô. Mas houve uma época em que volta e meia ela vinha do Rio de Janeiro passar dias com a gente em São Paulo. E eu amava!
Queria muito ser como ela: uma mulher adulta, bonita, irreverente, que fungava aquele nariz o tempo inteiro por causa de rinite, usava bombinha por causa da bronquite e tinha uma necessaire abarrotada de produtos do Boticário - xampu, sabonete, creme, perfume... E andava sempre linda, cheirosa, cheia de acessórios. Ah e falava muito palavrão também hehehe. O que mais a gente ouvia ela falando era: "porraprimariluiza" - sim, assim numa palavra só.
A Elô morava em um morro no Rio de Janeiro, onde seus pais tinham uma casa desde sempre. E ela nos contava que às vezes dormia no chão com medo de levar uma bala perdida. E mesmo assim ela andava toda montada nas bijoux de prata, anéis de ouro e etc. Dizia que com moradores, eles não mexiam.
Bem, mas tudo isso foi pra falar de um prato que a Elô um dia fez na nossa casa e que até hoje leva o seu nome - e todos na família amam. Noutro dia eu fiz e fotografei o passo a passo.
É super simples e os ingredientes, a olho, são: batatas cozidas em rodelas, presunto picado, queijo prato ou muzzarela picado, bacon picado e pré frito, ovo cozido picado e um molho composto de creme de leite fresco, a gordura que soltou da fritura do bacon e uma pitadinha de pimenta do reino. Num pirex refratário, colocar uma cama da cada coisa, finalizando com o molho e queijo - assar até que esteja bem dourado em cima e bon apetit!
Sempre faço bastante, comemos com arroz ou sozinho e adoro comer depois, gelado, o que sobrou!
Me lembro quando o Raul, filho de um amigo, me viu preparando e quis saber o que era. Relembrei a história e o menininho de seis anos se entregou ao prazer da comfort food.
Então me ajudou a picar e montar, sem regras - e cuidou pela porta do forno até estar pronto. Servimos, nos lambuzamos e ele concordou comigo, já no fim da tarde, que uma das melhores partes era atacar o que sobrou do almoço, já na geladeira.
Esse, pra mim, é o super poder da comfort food: nos fazer viajar para o passado, no aconchego do afeto familiar, perpetuando lembranças que fazem de nós o que somos hoje.
Japa-birthday
No aniversário da Tati no ano passado, fui pra casa dela e ficamos até de madrugada fazendo comida japonesa, tomando vinho e comendo. A gente fazia, bebia, conversava, comia, fazia mais e assim foi noite adentro. Claro que, nestas condições, a coisa estava mais gostosa do que bonita e didática. Mas tava tão bom que só paramos quando os mantimentos acabaram - e nosso corpo pediu água, e cama. Mas aí, no dia seguinte fomos ao mercado, compramos todos os ingredientes de novo e continuamos a farra. Segue a reportagem com foto de celular.
Café da Manhã Star Clippers
Maravilhosa companhia de cruzeiros em veleiros autênticos, como os antigos clippers.
Uma experiência para passageiros maduros, que já conquistaram coisas na vida e não precisam provar nada a ninguém - apenas desejam mimar-se com a classe de um ambiente requintado, discreto, com a possibilidade de experimentar novas sensações, como escutar uma música clássica, ao pôr do sol, quando as velas são içadas.
Larry Haugh é umm pessoa muito simpática, recebeu os agentes de viagens selecionadíssimos com muito carinho e bom humor - além de um profundo conhecimento e paixão pela companhia e suas embarcações.
Uma experiência para passageiros maduros, que já conquistaram coisas na vida e não precisam provar nada a ninguém - apenas desejam mimar-se com a classe de um ambiente requintado, discreto, com a possibilidade de experimentar novas sensações, como escutar uma música clássica, ao pôr do sol, quando as velas são içadas.
Larry Haugh é umm pessoa muito simpática, recebeu os agentes de viagens selecionadíssimos com muito carinho e bom humor - além de um profundo conhecimento e paixão pela companhia e suas embarcações.
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